terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Parla come mangi


    Tenho um problema sério ao ler um livro. Ao me deparar com frases e fatos mais reflexivos ou filosóficos não me contenho. Leio, releio, converso e até discuto opiniões com o livro. Muitas vezes me contento em aceitar as opiniões dele. Saio até satisfeita em ter entendido o seu ponto de vista e aprendido um pouco mais. Mas o que me revolta é que o desaforado raramente aceita as minhas. Fica lá, se fingindo de morto.   Aí também, eu não deixo barato. Faço questão de usar meu lápis e escrever tudo o que penso nos cantos das páginas.
    Agora, imaginem vocês, o estado em que se encontra meu “Mundo de Sofia” já que se trata de um livro puramente filosófico.
    Quem leu minha descrição no perfil, viu que estou lendo “Comer, rezar, amar”, que na verdade é mais que um livro. É uma terapia. Fica difícil discordar da autora deste livro.  Identifiquei-me demais com muitos fatos que ela relata e muitos pensamentos que ela tem.
    Ta vendo? Eu não sou a única maluca da face da Terra... rs
    “Viajando com a autora” pela a Itália me deparei com a frase “Parla come mangi” (Fale do mesmo jeito que você come / Diga como se estivesse comendo), que a princípio apenas me chamou a atenção pela beleza sonora. Mas ali parei e fiquei (até agora, por sinal. E é claro, já fiz meus rabiscos... rs). A expressão é utilizada pelos italianos quando alguém está se esforçando além da conta para explicar ou falar algo; quando procura palavras certas. E que na verdade quer dizer: Simplesmente fale, não complique! Ou no português bem claro: DESEMBUCHA!
    Realmente, as coisas se tornam mais fáceis quando temos o dom da fala. Se queremos ou pensamos algo é só falar. Se não queremos, também.
    Se eu falasse da maneira que como, as pessoas à minha volta precisariam de tampões no ouvido para me aturar. Mas o que ocorre na realidade é um pouco diferente. Estou mais para bulemica do que para comilona em matéria de fala. Penso milhares de coisas e na maioria das vezes não falo nem metade. E depois fico me remoendo do que não falei.
    Tenho muito a aprender com os italianos.... rs
    Comer é bom demais e falar também. Mas é bom lembrar também que os italianos não consideram comer, o simples fato de mastigar e engolir (como fazemos aqui, ultimamente). A refeição deve ser preparada com um toque só SEU, especial. E deve ser saboreada, de maneira a se sentir satisfeito após realizá-la.
    Portanto, fica o toque. Falar demais e sem pensar pode não ser um bom caminho.
    A refeição se tornará indigesta. ;)


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mulher

Sentada na sala de espera do laboratório, aguardando a realização dos temerosos exames ginecológicos de rotina. Tento ler meu livro que justamente levei por saber que além das “apalpadas” e da “especulação interna” sem pedir licença, iria tomar um “delicioso” chá de cadeira. Mas, na verdade... o livro foi deixado de lado. Com o zum zum zum da mulherada fica difícil se concentrar:
“Ai..é duro ser mulher!”
“Queria ter nascido homem.”
“ Mulher sofre.”
“Homem não aguentaria passar por isso.”
“Odeio esses exames. São horríveis, chatos. Ninguém merece”
Apenas balanço a cabeça para todas as afirmações. Não que eu concorde plenamente com elas. Aliás, muito pelo contrário. Mas balançar a cabeça, passa a impressão de atenção enquanto meu cérebro está um turbilhão de pensamentos.
Então vamos lá. Não posso deixar de dar meu parecer sobre essa lamentação da "dureza e a chatice de ser mulher."
É... ser mulher não é tão simples. Mas ta aí a graça do negócio.
Ser mulher é muito mais do que nascer como um ser do sexo feminino.
Infelizmente a verdadeira essência do “ser mulher” está perdendo com a modernidade.
Está faltando delicadeza, sutileza, feminilidade, mistério, auto preservação, amor por si própria e por aí vai. Parece que a cada ano que passa as MULHERES estão se extinguindo.
Não. Não sou a favor da famosa Amélia. Nem à volta ao tempo.
Nada disso. Mas sei que temos competência, garra e inteligência suficiente para encarar, participar e fazer história na vida moderna sem deixar de ser mulher.
Se pudesse nascer de novo? Ah... com certeza viria como mulher novamente.
Como é bom se maquiar, se enfeitar, sensualizar, chorar quando dá vontade (sem se preocupar com o que vão pensar) e ter um coração cheio de mistérios e encantos. Sem contar a emoção inexplicável de poder ser mãe. Gerar vida!
A doce vida feminina me pertence e não troco ela por nada.
Que venham as batalhas, as dificuldades e constrangimentos necessários para viver como mulher! Posso falhar ou cambalear, mas cair pra não levantar, jamais!
E quanto aos exames... são chatos sim! Dolorosos, um pouco, mas nada insuportável. E enfim, são extremamente necessários!
Vamos nos prevenir mulherada!  E sem lamentações, porque Deus nos dá essa parte chata de ser mulher, mas em compensação temos milhares de outros privilégios que não podemos deixar o tempo e a falta de feminilidade “engolir”.
Beijinhos
PREVENÇÃO: EU ABRAÇO ESSA IDÉIA!!!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Boas vindas!!!



Desejo boas vindas à mim, e à vocês.
Não sei mexer ainda neste treco, mas palavras tenho bastante. Então junto minha vontade com as letras do teclado e vamos embora.
Um pouco de alegria, um pouco de amor, um pouco de ironia, um pouco de cultura, um pouco de tudo o que der na telha. É isso que pretendo..
Aceito dicas, sugestões, opiniões... se quiser discutir  também pode. Confesso que sou boa nisso..rs
Beijinhos para quem passa.
Espero que voltem e contribuam!